Sobre

Essa página é dedicada a explicar melhor o objetivo do blog e quem é Carlos Damasceno, fundador do site.

Continue lendo para saber mais sobre:

  • Como iniciar a sua própria serigrafia
  • Como esse blog irá ajudar você a desenhar resolver os seus problemas na sua serigrafia.
  • A história de como me tornei um técnico profissional em serigrafia.
  • E muito mais….

Carlos Damasceno é um apaixonado por desenho e por arte em geral, desde desenhos em papel, a desenhos em qualquer superfície, como camisetas, chaveiros, utensílios de plástico, metal ou qualquer outra superfície.

O trabalho de Carlos Damasceno como desenhista pode ser conhecido no seu site sobre o tema, aqui o link se quiser conferir: http://carlosdamascenodesenhos.com.brProfessor-Carlos-Damasceno

Foi exatamente por causa da ampla forma de apresentar o desenho que Carlos Damasceno também passou a se interessar por serigrafia.

Grande estudioso e autodidata, mergulhou também nesse mundo e através de muita pesquisa e estudos, aliado ao trabalho desenvolvido na empresa de tintas Liko Tintas Industriais, uma empresa que fabrica tintas serigráficas para as indústrias que são responsáveis por grandes marcas como Nike, Adidas, Reebok, Havaianas, Olimpykus e muitas outras, desenvolveu um farto conhecimento da área de serigrafia, que inclusive já repassou pra mais de mil pessoas através de treinamentos e palestras durante mais de 15 anos.

 

palestra sobre serigrafia

Foi exatamente para compartilhar todo esse conhecimento adquirido que Carlos Damasceno fundou esse blog.

Aqui você vai encontrar muitas dicas e tutoriais que vão te ajudar tanto a montar uma serigrafia no fundo do quintal, como pra montar uma serigrafia industrial para atender ao mais seleto cliente que você possa conseguir.

Acreditamos que esse blog será de grande ajuda e será um prazer ter você conosco.

 

Pra começar, saiba um pouco mais sobre a Serigrafia

Serigrafia – Um Processo sem Inventor

Se a tipografia tem o seu Gutenberg, a litografia tem o seu Luis Senefelder, se cada processo ou método tem o seu inventor, a serigrafia demarca-se logo das restantes técnicas de reprodução por não ter nenhuma personalidade histórica como símbolo. Mas afirma-se como a técnica de reprodução mais antiga do mundo, já que se desenvolveu com base no ancestral processo de repetição de imagens utilizado por homens das diversas épocas culturais, desde tempos imemoriais.tipografia

Na Idade da Pedra os “artistas” pré-históricos usaram as próprias mãos, para cobrir parte da parede duma caverna (face dum rochedo) e espalharam pigmento à volta delas, criando assim perfis de animais, ou simplesmente uma imagem em negativo da mão.

No século XIV, antigas culturas como os Egípcios, os Gregos e os Romanos utilizavam matrizes recortadas para cuidadosamente reproduzirem desenhos complicados, em paredes e artefatos.

Também os imperadores romanos e posteriormente Carlos Magno usaram o mesmo método para autenticar documentos e escritos oficiais com a sua assinatura. Métodos semelhantes eram usados na América Latina, pelas civilizações Maia, Azteca e Inca. Uma técnica similar foi empregue por Chineses e Japoneses que utilizaram moldes de madeira recortados para ornamentar tecidos como a seda e algodão. No século XV os jogos de cartas, roupa, sapatos e mobiliário eram decorados com a ajuda de matrizes recortadas; exemplos disto podem ser encontrados em diversos museus.


Na Bíblia de Juan Gutenberg as letras iniciais decorativas são pintadas desta forma. Os primeiros papéis de parede impressos por processo estêncil foram produzidos no século XVI na Holanda. Foi nesse século que se deu a transformação mais bela da impressão por estêncil, com a utilização das “matrizes de cabelos” um sistema inédito inventado no Japão, em que, após os desenhos serem minuciosamente recortados em papel de fibra de amoreira, a matriz era construída fixando todos os detalhes de forma criteriosa sobre cabelos humanos (pêlos de animais e mais tarde fios de seda) entrelaçados em forma de rede, que estavam previamente esticados e fixos a uma espécie de caixilho de bambu (ou cartão). As cores eram posteriormente aplicadas com a ajuda dum pincel plano através dos espaços livres do desenho.Bíblia de Juan Gutenberg Apesar das criações elegantes e refinadas dos japoneses, na Europa só no ano de 1870 em França (região Lyonesa) e posteriormente na Alemanha, pudemos observar o aparecimento da “matriz de seda” como método de decoração de têxteis. Nos Estados Unidos, oficialmente só apareceu em 1879, ano em que foi atribuída a primeira patente de serigrafia. O processo continua e em 1907 é registado em Inglaterra um novo método por Samuel Simon, de Manchester, embora a utilização da “raclete” não fosse ainda referenciada. Esta ferramenta com perfil de borracha, que provou ser uma excelente forma de pressionar a tinta através das zonas abertas da matriz, foi introduzida pelos mesmos artesãos californianos que patentearam o processo conhecido por método “selectasine”, outorgado em 1918. Este novo método de fazer serigrafia rapidamente irradiou através dos Estados Unidos, difundindo-se em seguida pela Europa, Londres em 1925, depois Amsterdã, Estocolmo em 1927 e por volta do ano 1930 na França, Bélgica e Suíça, colocando desse modo em evidência a utilização comercial do processo no princípio do século. Nos anos vinte, os serígrafos tiveram de providenciar as suas próprias tintas, tendo em consideração que até aí nenhuma tinta tinha sido especialmente formulada pensando na aplicação específica da serigrafia. Até meados dos anos 50 não foram feitas alterações significativas ao processo, mas a partir de então as mudanças são expressivas, quando determinado número de produtos foram introduzidos com um efeito radical de reforma na indústria. Entre os mais extraordinários incluíam-se novos produtos para a confecção melhorada de matrizes e auxiliares, assim como a introdução de telas sintéticas, perfis de poliuretano e novos progressos tanto em maquinaria como em tintas planas e tricromáticas.

Versatilidade

No seu início, a impressão serigráfica era uma forma de arte simples, produzida manualmente e o processo era limitado pela falta de tecnologia. A situação atual do processo serigráfico é caracterizada pela passagem da exploração serigráfica do estado artesanal para o estado industrial. Esta evolução fez surgir novos campos de aplicação ao mesmo tempo que o rendimento e a qualidade da impressão devem fazer face às mais severas exigências. Hoje em dia a impressão serigráfica é utilizada em domínios anteriormente desconhecidos e transformou-se numa indústria com grande concorrência, obrigando o serígrafo a melhorar a sua eficiência técnica. serigrafia 5 A serigrafia é o processo de impressão mais versátil, onde as aplicações são mais numerosas. Permite a impressão sobre praticamente todos os tipos de materiais; papel, cartão, plástico, tecido, madeira, metal, vidro, cerâmica, doçaria, etc. Independentemente da sua forma, tanto podemos imprimir sobre uma base plana como uma folha de papel, ou cilíndrica como um extintor, ou esférica como uma bola e, irregular como um esqui, etc. Relativamente aos tamanhos as possibilidades são infinitas, de um microchip de alguns milímetros até um grande formato ou mesmo uma bandeira de alguns metros. A serigrafia é ainda o único método de impressão no qual podemos determinar o quanto queremos imprimir, pois permite depositar desde alguns microns de espessura até alguns milímetros. Podemos também utilizar desde uma tinta de serigrafia comum até produtos especiais como tintas condutoras à base de metais preciosos ou cobre, vidro moído, adesivos, chocolates, glacés, etc. A principal diferença, reside no facto de se imprimir através de um tecido técnico e não por transporte, como nos sistemas de impressão tipográfica, offset, etc.

O estado da arte

No passado, a serigrafia era normalmente associada à simples impressão de autocolantes, de galhardetes ou de camisolas. Porém, hoje é muito mais abrangente e tecnológica, e o campo das suas aplicações específicas é muito maior. Na maioria das vezes não imaginamos e nem nos apercebemos do quanto a serigrafia nos envolve; ela pode ser utilizada desde uma área gráfica ou decorativa até às aplicações industriais mais exigentes, consideradas de alta tecnologia, como no caso da produção da tecnologia voltaico ou da técnica híbrida, onde as resistências eléctricas e as pistas são aplicadas por serigrafia. Também a incorporação da tecnologia UV nas linhas serigráficas veio possibilitar cadências de impressão mais elevadas, uma qualidade superior em brilho e uma maior definição do ponto mínimo de trama (tecnicamente reprodutível) na impressão em qualidade foto (“cara” dum CD).serigrafia 7

Segue-se uma lista parcial dos seus campos de aplicação:

Autocolantes – Para qualquer tipo de superfície, quer seja para publicidade exterior, interior ou local de venda; para decoração de viaturas ou pavimentos. Publicidade exterior – Placas toponímicas, sinais de trânsito, cartazes (pequenos e grandes formatos); retro-iluminados e faixas. Brindes – Relógios, calculadoras, canetas, isqueiros, réguas, magnéticos, porta-chaves, copos, canecas, bandejas e até balões. Têxtil – Estampagem de tecidos, bandeiras, camisolas, toalhas e bonés; flocagem e transfers. Embalagens – Ampolas farmacêuticas, frascos de perfume, desodorizantes, embalagens alimentares, sacos plásticos. Mercado gráfico – Discos compactos (CDs); convites de casamento e cartões de visitas em alto relevo; impressão em geral, envernizamento UV total ou localizado e raspadinhas. Mercado electrónico – Placas de circuito impresso (pistas, máscara protectora e legenda); teclados de membrana (pasta condutora, vernizes, adesivos e grafismo); cristais líquidos e mostradores de equipamentos analógicos e digitais. Decorações em geral – Estampagem dos mais diversos padrões em cortiça, tecidos e papéis. A criatividade torna esta aplicação ilimitada. Indústria cerâmica – Decorações em ladrilhos para pavimentos e azulejos para revestimentos (impressão directa); porcelanas decoradas por impressão indirecta (decalques cerâmicos), tais como chávenas e pratos. Indústria do vidro – Aplicações técnicas como os filetes térmicos dos pára-brisas de veículos (desembaciador traseiro); impressões decorativas como as bandas negras dos pára-brisas e os desenhos das tampas de fornos e fogões; gravura ácida (foscagem) e decoração sandblast (efeito de jacto de areia).

Como podemos verificar, a utilização da serigrafia é ilimitada e, em cada dia surgem novas aplicações industriais que ampliam o seu mercado. Fonte: [ João Martins –  Revista PAGE  n.º 24, Maio 2001 ]

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